Me perguntaram qual é a minha opinião sobre a ideia de que o objetivo do casamento é fazer o outro feliz; se você pensa diferente, tudo bem.
Na minha visão, casamento não é um contrato de felicidade, é um compromisso de vida para construir algo em conjunto, principalmente uma família. Esse caminho vem com cansaço, conflito, dúvida e fases em que a alegria não aparece com facilidade. A felicidade nasce muito mais de enxergar sentido nessa construção e de crescer como pessoa do que de esperar que o outro entregue isso pronto.
Quando sair não é a primeira opção, a pergunta muda: em vez de só medir o quanto se está feliz, entra em cena o que cada um pode fazer hoje para cuidar do vínculo. Somos todos adultos, e cada um faz o que quiser e arca com as consequências, mas compromisso real não elimina o peso do caminho; ele muda a forma de atravessar as partes ruins.